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A criança e os traumas gerados pela violência urbana

Ontem eu fui assaltada. Estava com meus dois filhos, de 1 e 3 anos. Apesar de não entender muito o que estava acontecendo, o José (o mais velho) viu que um homem tinha pegado meu celular e saído correndo. Tudo foi muito rápido, mas pela forma como aconteceu, ele percebeu que algo ruim tinha acontecido.

Passado o susto, o José continuou falando do assunto, sempre me perguntando se eu estava com saudades do meu celular e afirmando não gostar de homens que usam boné colorido (o homem que nos roubou usava um).

Conversei com ele. Expliquei que eu não estava triste por causa do celular, que o moço fez uma coisa feia e que ele nunca deveria fazer nada igual. Falei que não encontraríamos mais aquele homem e que só precisávamos ficar atentos a nossa segurança.

Nosso caso foi relativamente tranquilo, mas muitas crianças passam por traumas piores. Assaltos com armas, sequestro, etc. Sendo assim, pesquisei algumas dicas dadas por psicólogos, para passar de forma mais tranquila por um trauma.



DICAS PARA LIDAR COM O TRAUMA:

Deixe a criança livre para extravasar o trauma. Se ela sentir vontade de chora, gritar ou falar, apenas fique do lado dela, dando apoio;

Transforme o que houve, de maneira lúdica, em um ensinamento.

Sugira que ela desenhe ou faça jogos que extravase o problema, sempre explicando pra ela que agora vocês estão seguros;

O apoio dos pais e responsáveis é extremamente importante para que a criança assimile o caso com mais tranquilidade.



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tudoqueninguemmecontou@gmail.com 


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